21/08/2007

Pequena análise sobre a entrada de Willis no time

Eu fiquei bastante intrigado com a decisão do Nolan de colocar o Patrick Willis no lugar do Brandon Moore (na realidade foi no lugar do Derek Smith e esse sim foi pro lugar do Moore). Portanto, vou tentar analisar essa mudança no time e o que ela pode acarretar. Deixando claro: é uma análise completamente pessoal, só me baseando nos vídeos dos 2 jogos dessa pré-temporada, que vi e revi tanto quanto meu tempo permitiu. Logo, quem achar que eu falei besteira, pode descer a lenha.

Pra começar, Willis jogou muito bem nessas 2 partidas? NÃO! É aí que está a maior parte do meu estranhamento. Quem olha os stat sheets acaba achando que o ex-LB da Ole Miss já é candidato ao Pro Bowl, uma vez que o novato liderou o time em tackles nos 2 jogos. Porém, números não contam a história toda. O fato é que Willis tem sim o tal "nose for the ball", ou seja, sabe aonde a bola esta e como chegar nela. No entanto, ainda é um jogador muito, mas muito "verde". Em várias jogadas ele toma o ângulo errado e com isso acaba permitindo que o adversário ganhe jardas que poderiam custar caro em jogos de temporada regular. Além disso, como todo jogador inteligente costuma fazer (vide Manny Lawson e Alex Smith), ele ainda pensa demais. Não é o jogador instintivo que era na universidade e que com certeza será na NFL num futuro próximo. Tenho então 2 hipóteses sobre o porquê de Nolan ter efetuado essa troca.

Já Brandon Moore fez realmente 2 partidas terríveis esse ano. Errando muitos tackles, pareceu-me desconcentrado e apático e, como sabemos, Nolan não tolera nem uma coisa nem outra. Isso me dá a primeira hipótese: Nolan tirou Moore para motivar o veterano, que estaria muito acomodado.

Vamos à segunda. Derek Smith não foi nada espetacular, mas com certeza foi o melhor dos ILBs. Mas do que isso, ele é o signal caller desse time, função para a qual Nolan não parece confiar em Moore. Quando a defesa reserva entrava em campo, o signal caller era Willis. Então, minha segunda hipótese é: Nolan lança Smith junto de Willis para que este possa jogar livre da responsabilidade de chamar jogadas, com isso tornando-se mais instintivo. Ao mesmo tempo, aprenderia com o veterano Smith como exercer a função de signal caller, o que ele terá de fazer no futuro.

Sinceramente, não me agrada a idéia de D. Smith como TED e não me surpreenderia se esse time voltasse ao 4-3 durante a temporada. E o maior perdedor dessa história pode ser Jeff Ulbrich que corre agora sério risco de ser cortado, uma vez que ele é muito lento para jogar de MIKE, o que pode fazer com que seja preterido em favor de Navies ou Bockwoldt.

4 comentários:

Allan disse...

Gabriel,

Acho que ainda é cedo pra qq análise nessa questão. Possivelmente nem seja essa a formação que irá iniciar a regular season.
Acho que o Nolan quer mexer um pouco com o pessoal.
Realmente a defesa deixou bastante a desejar nos jogos de pre season até agora.
Mas, como vc mesmo sempre reforça, eles não valem nada. Confio no potencial do Nolan, que é um especialista em defesas, para ajeitar a equipe.
Jogadores de talento, que é o mais importante, agora temos.
De qualquer forma, o Willis na minha opinião tem condição de ser titular ainda esse ano (não sei se no primeiro jogo).


Já o ataque que seria nosso ponto mais preocupante está se mostrando com grande potencial. Alex Smith evoluiu muito, os WRs estão correspondendo, Vernon Davis será um monstro e Frank Gore deve repetir o desempenho de 2006. Além de grande improvement da OL.

Assim, a grande preocupação que tenho para a temporada é o desempenho dos Special Teams. Afinal, eles decidem jogos e campeonatos.

Allan disse...

Mais um ponto importante para abordar sobre a mudança. Se o B. Moore começar no banco, poderá entrar em alguns downs importantes totalmente descansado e assim a chance dele dominar a OL adversária e pressionar o QB é bem maior.

Precisamos melhorar urgente nosso pass rush. Esse pode ser um bom trunfo para conseguirmos isso.

Gabriel Mury disse...

Sim, Allan, de fato o Moore será DE nas situações de nickel (onde a linha defensiva é composta de 4 jogadores). Só que a minha preocupação não é essa. Minha preocupação é o D. Smith de TED, que pra mim não é a posiçào ideal pra ele.

Bruno disse...

O problema do Patrick Willis é que ele não sabe ainda o principal fundamento de um ILB no 3-4: encarar os OL, que geralmente esmagam ele. O Patrick Willis na Ole Miss era um jogador "sideline to sideline", que abusava dos seus instintos e principalmente da sua velocidade pra ser uma máquina de tackles. Agora o estilo dele tem que ser muito mais vertical e de força pra fechar os espaços e liberar os OLBs pra fazerem as jogadas.

Essa era minha única ressalva em relação ao P. Willis e por isso estava em dúvida entre ele e o A. Carriker no draft. Não que eu não goste do Willis, pelo contrário, eu acho que com o tempo ele irá aprender essa nova posição e vai dominar na defesa e ser mais útil do que o A. Carriker (embora eu ache que o A. Carriker seria um impacto imediato na nossa defesa).

Quanto ao B. Moore, espero que ele volte a jogar como na temporada passada, onde ele ganhou 2 jogos pra gente (contra o Vikings e contra o Lions).